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Entenda o que são standards de carbono.

Saiba o que é um standard de projetos de carbono e descubra qual será aquele escolhido para a geração de créditos no Arbaro Carbon.


Floresta em Área de Reserva Legal.

Os standards de projetos carbono referem-se a um conjunto de regras definidas por um programa de compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEE), seus critérios e diretrizes estabelecidas para guiar a implementação e avaliação de projetos que visam reduzir ou remover essas emissões. Esses standards têm o objetivo de garantir que os projetos sejam consistentes, transparentes, verificáveis e aderentes a padrões internacionais de qualidade. Eles são uma parte essencial do mercado de carbono voluntário, onde empresas e indivíduos buscam compensar suas próprias emissões de carbono através do financiamento de projetos que reduzem as emissões em outros lugares.


No contexto da criação do Protocolo de Kyoto, os standards de projetos carbono também desempenharam um papel crucial no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL ou CDM, na sigla em inglês) – considerado, de certa forma, o primeiro programa de carbono e standard de carbono e o principal dentre os mercados regulados de créditos globais. O MDL permitia que projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento gerassem créditos de carbono, que poderiam ser adquiridos e utilizados por países desenvolvidos para cumprir parte de suas metas de redução. Para participar do MDL, os projetos precisavam seguir padrões rigorosos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), garantindo que as reduções de emissões fossem legítimas e quantificáveis de acordo com os critérios estabelecidos – e com essa premissa que guia sua operação e revisões até hoje.


Programa Voluntário Compensação de Carbono (Carbon Offset Program): estrutura criada e gerida por uma instituição privada que estabelece regras – os "standards" – para criação de projetos de geração de créditos de carbono conforme diferentes metodologias de redução de emissão ou remoção da atmosfera de gases de efeito estufa.

Com o avanço do mercado de carbono voluntário e o crescente interesse de empresas e organizações em compensar suas emissões de carbono, novos standards voluntários têm surgido. Embora esses standards não façam parte do MDL ou das obrigações legais do Acordo de Paris, eles desempenham um papel importante em permitir que os projetos sejam avaliados e reconhecidos de acordo com critérios específicos. Alguns desses novos standards voluntários também buscam a homologação pela ONU para garantir sua integridade e confiabilidade. A homologação pela ONU é uma credencial valiosa que pode proporcionar maior credibilidade e reconhecimento internacional aos standards voluntários, possibilitando que projetos certificados por eles também participem de transações de compensação de carbono sob o âmbito do Acordo de Paris e de outras iniciativas globais de mitigação das mudanças climáticas.


Standards no mercado voluntário


Conheça alguns dos standards de projetos carbono mais reconhecidos globalmente:

  • Gold Standard: este standard é amplamente utilizado em projetos que têm como foco reduções de emissões e também a promoção do desenvolvimento sustentável, incluindo benefícios sociais, econômicos e ambientais para as comunidades envolvidas;

  • Verified Carbon Standard (VCS): operado pela Verra, o VCS é um dos primeiros standards a serem desenvolvidos e o mais utilizado no mercado voluntário, especialmente pelos projetos de desmatamento evitado REDD+. Ele se concentra principalmente na verificação e quantificação precisa das reduções de emissões alcançadas, e popularizou a interação com outros standards chamados de standards de cobenefícios – conjuntos de metodologias que se somam ao standard principal para agregar mais impacto aos aspectos sociais e ambientais para além da redução de emissões em projetos de carbono;

  • American Carbon Registry (ACR) Standard: standard estabelecido pela ACR – primeira plataforma privada de registro de créditos de carbono no mundo – ele é reconhecido por ser utilizado tanto no mercado voluntário, quanto no regulado nos Estados Unidos;

  • Global Carbon Council (GCC) Framework Standards: conjunto de regras para cada passo do desenvolvimento de um projeto de carbono criado pela instituição GCC, sediada no Catar, que vêm se popularizando por, dentre os mais reconhecidos globalmente, ser dos poucos programas que ainda seguem registrando novos projetos de geração de créditos por energia renovável em 2023;

  • Community Climate Biodiversity Standard (CCBS): também gerido pela Verra, esse standard se concentra nas contribuições dos projetos para a biodiversidade, bem como nas reduções de emissões;

  • SOCIALCARBON: originalmente um standard de cobenefícios criado no Brasil para garantir o impacto social, ambiental e econômico nas comunidades no entorno dos projetos para além do carbono, o SOCIALCARBON se transformou em 2022 em um standard global completo de geração de créditos focado em Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Ao seguir um standard de projeto carbono, os desenvolvedores devem garantir que seus projetos sejam avaliados e verificados independentemente por terceiros para garantir a credibilidade das reduções de emissões e a autenticidade dos créditos de carbono gerados, que após esse processo, serão registrados pelo programa de carbono criador do standard – processo que se repetirá anualmente ao longo do ciclo de vida do projeto. Dessa forma, o mercado de carbono voluntário pode oferecer compensações genuínas para as emissões de carbono e promover ações concretas para combater as mudanças climáticas.


O standard escolhido pelo Arbaro Carbon


Na prática, a escolha de um standard não é somente uma opção pela melhor representação da viabilidade técnica de um projeto de carbono, mas sim o principal norteador para garantir que o propósito de impacto socioambiental defendido pelos seus desenvolveres saia do papel ao longo de sua execução.

E justamente com o propósito de contribuir para uma economia de baixo carbono inclusiva e transformar florestas fazendas (e seus proprietários) em verdadeiros vetores de impacto social, econômico e ambiental, por meio de Soluções Baseadas na Natureza, o time do Arbaro Carbon definiu o SOCIALCARBON como o standard de carbono a ser seguido pelos projetos de carbono desenvolvidos com sua evolução.

Em breve, traremos neste site e nossas redes sociais, mais detalhes e desdobramentos dessa escolha, bem como uma apresentação detalhada da metodologia a ser utilizada.


 

REFERÊNCIAS


UNFCCC CLEAN DEVELOPMENT MECHANISM – cdm.unfccc.int

VERRA VERIFIED CARBON STANDARD – www.verra.org

GOLD STANDARD – www.goldstandard.org

AMERICAN CARBON REGISTRY – www.americancarbonregistry.org

SOCIALCARBON – www.socialcarbon.org


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